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Cientistas israelenses revertem envelhecimento pela 1ª vez


Cientistas de Israel foram capazes de reverter o envelhecimento e estender o comprimento dos telômeros que ficam nas extremidades dos cromossomos.


Os telômeros são estruturas repetitivas de proteínas e DNA cuja principal função é impedir o desgaste do material genético. Eles “cobrem” as pontas de nossos cromossomos e, à medida que encurtam, nós vamos ficando mais velhos.


Pra reverter isso, os pesquisadores usaram uma técnica chamada HBOT – oxigenoterapia hiperbárica – a absorção de oxigênio puro enquanto se fica sentado em uma câmara pressurizada por longos períodos.


Com isso, eles afirmaram que reverteram parcialmente o processo de envelhecimento celular em humanos.

O pequeno estudo inicial envolveu 26 pacientes e como resultado, alguns dos telômeros das células foram estendidos em até 20 por cento. A pesquisa foi publicada na revista científica Aging.


Câmara hiperbárica

Os participantes sentaram-se numa câmara de oxigênio hiperbárica por cinco sessões de 90 minutos por semana, durante três meses e alguns dos telômeros das células dos participantes foram estendidos em até 20 por cento.

Nesse estudo, os pesquisadores conseguiram mostrar que as alterações genéticas provocadas pelo HBOT estenderam os telômeros e também tiveram um efeito potencialmente positivo na saúde dos próprios tecidos.

Uma amostra ligeiramente menor de voluntários também mostrou uma diminuição significativa no número de células T senescentes, tecidos que formam uma parte vital da resposta direcionada de nosso sistema imunológico contra invasores.

É uma descoberta impressionante e algo que muitos outros pesquisadores tentaram no passado sem sucesso.


Descoberta chave

O pesquisador principal, Shair Efrati, médico da Faculdade de Medicina e da Escola de Neurociência Sagol da Universidade de Tel Aviv, explicou ao ScienceAlert como teve inspiração para o experimento:

“Percebemos que as mudanças no ambiente externo podem afetar processos centrais do envelhecimento celular. Um exemplo disso foi o experimento com gêmeos feito pela NASA, onde um dos gêmeos foi enviado para o espaço sideral e o outro ficou na Terra. Essa diferença refletiu no comprimento dos telômeros. Telômeros mais longos se correlacionam com melhor desempenho celular”, explicou Efrati.

Em um comunicado à imprensa do Centro Sagol para Medicina e Pesquisa Hiperbárica, Efrati diz que entender o encurtamento do telômero é “considerado o ‘Santo Graal’ da biologia do envelhecimento”.

“Uma vez que tenhamos demonstrado o efeito reverso do envelhecimento usando o protocolo HBOT predefinido, agora, mais estudos são necessários para otimizar o protocolo específico por indivíduo”, disse Efrati ao ScienceAlert.

Com informações da Hypescience e Aging.


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